Em 2015, o programa solicitado pelo cliente era relativamente simples: uma casa só para ele, com espaço para receber a filha nos finais de semana e, quem sabe, num futuro começar uma nova família. Outro pedido: explorar ao máximo a vista para o fundo de vale que é uma zona de preservação permanente, projetando uma casa inteiramente em concreto aparente. 

 

A primeira ideia foi explorar o declive do terreno, locando o living integrado à cozinha e a piscina no nível mais baixo do terreno. No nível intermediário, foram planejadas as estruturas de serviços, um pequeno home theater e um escritório/quarto de hóspedes, ficando o piso superior reservado para 3 suítes. 

O objetivo do projeto era que todos os aposentos tivessem a mesma vista privilegiada para a natureza. Outro ponto primordial da proposta era criar um vão livre cênico, que enquadrasse a natureza e abrigasse o acesso principal da casa e garagem.  

Para lançar mão desse efeito, uma empena revestida em cobre seccionou o terreno ao meio, dando suporte à estrutura superior da residência e criando um contraponto à arquitetura simples e escultural da casa.  

O efeito escultural da estrutura de concreto se deu através de um “exercício de dobradura”, nas palavras do arquiteto. “Compus os blocos pelos materiais: no subsolo um volume revestido em mármore, no piso intermediário um volume em cobre e no superior, uma caixa de madeira. Abraçando os três materiais, uma casca de concreto, que se limita apenas a dois pontos de apoio”. 

Tamanha simplicidade é apenas conceitual, visto que os acabamentos, encaixes e encontros de materiais são primorosos. A excelência na qualidade dos acabamentos é mérito do cliente, um perfeccionista e apaixonado por arquitetura. E como no hiato de tempo em que a casa foi erguida muita coisa aconteceu, hoje a casa abriga sua esposa, um filho pequeno e outro a caminho. A arquitetura é atemporal, mas o tempo não para. 

PROJETO

WING HOUSE

ANO DE CONCLUSÃO

2015

ÁREA TOTAL

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ARQUITETO LÍDER

GUILHERME TORRES

FOTOGRAFIA

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