PROJETO

ORANGE HOUSE

ANO DE CONCLUSÃO

2020

ÁREA TOTAL

1165 m²

LOCALIZAÇÃO

CURITIBA, PR, BRASIL

ARQUITETO LÍDER

GUILHERME TORRES

FOTOGRAFIA

DENILSON MACHADO — MCA STUDIO

Esta casa foi pensada para funcionar como um “clube”, de acordo com as premissas do proprietário, que vive nela com seus dois filhos — na época do contrato, adolescentes. Situada num condomínio em Piracicaba, interior de São Paulo, o programa da residência foi desenvolvido em torno das paixões dos moradores, vinhos e música. Disposta ao longo de um terreno de 808,92 m², a morada foi planejada em 3 pisos, de forma que aproveitasse o aclive natural do terreno. No piso inferior, no térreo, ficam a garagem, equipamentos de serviço, sauna e vestiário da piscina, além de uma oficina/escritório e adega. Nas palavras do proprietário “uma caverna”.

O acesso social se desenvolve através de um jardim interno com um pequeno lago, protegido por uma pérgola. A intenção dos arquitetos era justamente criar uma área de transição para que o ambiente se descortinasse logo após a entrada em um enorme living, que funciona de forma híbrida: com todas as portas recolhidas dentro das paredes, transforma-se em uma ampla varanda, cercado por um exuberante jardim tropical. A integração dos espaços é ordenada de forma discreta. Dois cubos forrados com painel ocultam lavabos próximos a entrada, e outro a cozinha, logo atrás do balcão do bar. Uma antiga mesa em marcenaria, xodó do proprietário, foi transformada em mesa de DJ e recebu pick-ups entre outros equipamentos musicais. O piso de granilite foi preparado na fase de concretagem do contrapiso e posteriormente lixado, o que conferiu aspecto industrial e despojado. A cozinha conta com terraço onde são preparados churrascos em uma parrilha. Complementando o programa de lazer, há um home theater e um quarto de hospedes neste piso. O setor íntimo fica no piso de superior, um bloco de concreto aparente, apoiado sobre a longilínea área social.

Durante o início das obras, uma série de rochas foram removidas do terreno para que as fundações fossem feitas. O granito preto foi explodido em com estas rochas, foram revestidos todos os muros da casa. “Coincidentemente, foi a conta exata”, conta Torres. Para contrastar com a pedra escura, surgiu a ideia de alterar as especificações dos brises dos quartos, que seriam originalmente de madeira, para brises metálicos pintados de laranja. Este tom acabou tornando-se a assinatura desta casa, que foi aplicado também na mesa Fifties, um dos designs mais icônicos do arquiteto, produzida especialmente para ele em Corian laranja.