No século XVIII, a palavra "hotel" designava, em princípio, o endereço oficial do rei da França. Posteriormente, foi estendida às casas dos aristocratas como sinônimo de grande residência particular que se destacasse do seu entorno. Era costume entre os membros da elite alugar seu pied-a-terre quando se ausentavam por longos períodos. A experiência permitia ao locatário provar o luxo exclusivo e reservado das melhores moradas europeias.

A partir desse conceito, descrito por Jaques-François Blondel em vários de seus tratados de arquitetura, Guilherme Torres tirou partido das sensações características do espaço físico reservado para ele na Mostra Black: a vista arrebatadora, a atmosfera tecnológica e todos os commodities providos pelo complexo JK Iguatemi. O Norte foi imaginar como seria habitar uma dessas torres, destinadas ao uso corporativo. E daí surgiu a ideia de um oásis de conforto e estilo em meio ao caos urbano, batizado de Hotel Black.

 

Cool, sustentável e absolutamente aconchegante, o bambu ocupa papel central no projeto, aplicado no piso, no teto e em algumas paredes que dividem a cena com um incrível revestimento cerâmico de efeito tridimensional, quase óptico ─ uma interpretação do arquiteto para os legendários afrescos e tromp l’oeils da côrte no velho continente.

A luminotécnica se dá por meio de grandes painéis de tela tensionada com iluminação de alta eficiência energética. O alto padrão na arquitetura de interiores transborda do mobiliário moderno e multifuncional ─ boa parte especialmente desenvolvido pelo escritório do arquiteto especialmente para este hotel onírico onde obras de arte contemporânea dialogam com os forasteiros. E convidam a relaxar com a cidade descortinada a seus pés. 

PROJETO

HOTEL BLACK ─ MOSTRA BLACK

ANO

2013

ÁREA CONSTRUÍDA

50 ou 65 m² ??

ARQUITETO LÍDER

GUILHERME TORRES

FOTOGRAFIA

???

PROJECT

HOTEL BLACK ─ BLACK EXHIBITION

ANO

2013

BUILT AREA

50 ou 65 m² ???

LEADER OF ARCHITECTURE

GUILHERME TORRES

PHOTOGRAPHY

DENILSON MACHADO ─ MCA STUDIO

In the 18th century, the word ‘hotel’ defined, at first, the official address of the King of France. The term was later extended to describe the aristocrats’ houses and became a synonym for a large private residence which stood out in the neighboring area. A common practice among elite members was to rent its pied-a-terre when they were away for long periods. That experience allowed tenants to enjoy, though for a short time, the exclusive and reserved luxury of the finest addresses in Europe. 

From this concept, described by Jaques-François Blondel in several of his treatises of architecture, Guilherme Torres took advantages of the sensations caused by the characteristics of the space allocated to him at Mostra Black: the breathtaking view, the technological atmosphere, and the commodities provided by JK Iguatemi Complex. The starting point was to imagine what it would be like to reside in one of those towers, which are designed for corporate use. That idea led us to create an oasis of comfort and style right in the heart of urban chaos, baptized Hotel Black. 

Cool, sustainable and absolutely snug and cozy, the bamboo – with none of its eastern folklore – plays a central role in the project. Bamboo is used on the floor, ceiling and some of the walls, which divide the scene, with an incredible three-dimensional ceramic coating, almost optical ─ The architect’s interpretation of the legendary fresco paintings and tromp l’oeils of the court in the old continent. 

The lighting technique, which illuminates the space with energy efficiency, is brought to life through large tensioned screen panels. The high standard interior architecture travels beyond modern and functional furniture – most of them designed by the architect’s team, particularly for this oneiric hotel, where contemporary masterpieces interact with the passer-by. It’s an invitation to relaxation. It’s unforgettable, to say the least, revealing the city at your feet. 

No século XVIII, a palavra “hotel” designava, em princípio, o endereço oficial do rei da França. Posteriormente, sua utilização foi estendida às casas dos aristocratas como sinônimo de grande residência particular que se destacasse do seu entorno. Era costume entre os membros da elite alugar seu pied-a-terre quando se ausentavam por períodos longos. A experiência permitia ao locatário provar o luxo exclusivo e reservado das melhores moradas europeias.

A partir desse conceito, descrito por Jaques-François Blondel em vários de seus tratados de arquitetura, Guilherme Torres tirou partido das sensações características do espaço físico reservado para ele na Mostra Black: a vista arrebatadora, a atmosfera tecnológica e todos os commodities providos pelo complexo JK Iguatemi. O Norte foi imaginar como seria habitar uma dessas torres, destinadas ao uso corporativo. E daí surgiu a ideia de um oásis de conforto e estilo em meio ao caos urbano, batizado de Hotel Black.

Despojada, sustentável e absolutamente aconchegante, essa suíte tem o bambu como elemento central no projeto, aplicado no piso e no teto. Em algumas paredes, o bambu divide a cena com um incrível revestimento cerâmico de efeito tridimensional, quase óptico — uma interpretação do arquiteto para os legendários afrescos e tromp l’oeils da côrte no velho continente.

A luminotécnica se desenvolve através de grandes painéis de tela tensionada com iluminação de alta eficiência energética. O alto padrão na arquitetura de interiores transborda do mobiliário moderno e multifuncional — boa parte foi especialmente desenvolvida pelo escritório do arquiteto para este hotel onírico onde obras de arte contemporânea dialogam com os forasteiros e os convidam a relaxar com a cidade descortinada a seus pés.

PROJETO

HOTEL BLACK

ANO DE CONCLUSÃO

2013

 

ÁREA TOTAL

50m²

 

LOCALIZAÇÃO

SÃO PAULO, SP, BRASIL

 

 

FOTOGRAFIA

DENILSON MACHADO ─ MCA STUDIO

 

 

PRÊMIOS

Crafted in the heart of one of the most high-end neighbourhoods of São Paulo, the 1100m2 residence was built by the owner’s grandparents in the 1960s. The original house was designed following a neoclassical style and had a very closed and compartmentalized floor plan.  

 

The project aimed to rethink the spatial distribution of the environments, opening the internal spaces and creating new structures that transformed the house into a contemporary work of art, in total harmony with the client, a young DJ and music producer. 

 

The house presents it’s self with a very sophisticated style yet very informal. The project was developed using a palette of timeless materials of white Brazilian marbles contrasting with an elaborate ebony woodwork. 

 

All the furniture was entirely designed by the architect, who is also and designer. The sofas in the main living room and the fireplace room are covered in fabric and leather, in a modular system that allows infinite combinations. The dining table, purposely just mounted with one chair, maintains the dramatic mood of the decor. Pictures and objects are few and belong to the personal collection of the owner. 

 

The ebony wood walls hide doors and spaces like the wine cellar, which is separated from the office designed with acrylic panels that create a tasting area and accommodate wines, one of the owner great passions. 

 

On the upper floor, a generous 140 m2 master suite integrates bedroom, terrace, closet and bathrooms without any formal divisions. Walls with luminous panels mixed with ebony wood panels create subtle divisions. Again, all the furniture was developed especially for these spaces. 

All the upper floor spaces are open through black perforated movable metal panels, creating a very strong graphic effect:  pixelating the crowns of the trees that surround the whole construction, giving a surreal touch to a project that does not propose fully decorated spaces, but a careful and detailed selection furniture, that will receive the many layers of affective memory over the years.

PROJECT

V2 HOUSE

 

YEAR

2018

 

BUILT AREA

1.100m²

 

LOCATION

SÃO PAULO, SP, BRASIL

 

 

PHOTOGRAPHY

DENILSON MACHADO ─ MCA STUDIO

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